Quantos pontos para não cair? As contas do rebaixamento do Brasileirão 2026
Se a briga de título do Brasileirão 2026 tem dois protagonistas, a luta contra o rebaixamento tem uma multidão: do 6º ao 16º colocado, onze clubes chegaram à pausa da Copa do Mundo separados por apenas cinco pontos. Quando a bola volta a rolar nesta quinta-feira (16/07), praticamente metade da Série A ainda olha para trás com desconfiança.
Neste artigo, fazemos as contas da salvação: a régua histórica de pontos, o aproveitamento que cada time do Z4 precisa alcançar e por que o returno de 2026 promete uma das disputas mais emboladas dos últimos anos. Para testar seus cenários — quem cai, quem escapa na última rodada — use o simulador do Brasileirão 2026: os resultados oficiais já vêm preenchidos e você simula o resto, de graça e sem cadastro.
A régua histórica: a linha dos 45 pontos
Na era dos pontos corridos com 20 clubes, a marca de 45 pontos é a referência clássica de salvação — na grande maioria das edições, quem chegou lá permaneceu na Série A. Houve anos em que a linha de corte ficou um pouco abaixo, na casa dos 43, e edições raras em que times caíram com pontuação superior. Como régua de planejamento, 45 segue sendo o número que os departamentos de futebol usam.
Como está o Z4 na volta da Copa
A zona de rebaixamento na pausa: Vasco em 17º com 20 pontos, Remo em 18º com 18, Mirassol em 19º com 16 (e um jogo a menos, o adiado contra o Flamengo) e Chapecoense em 20º com apenas 9 pontos em 17 jogos. Logo acima da linha, Grêmio (21), Santos (21) e Internacional (21) vivem de margem mínima.
A conta de cada um para chegar aos 45
Vasco (20 pontos, 18 jogos)
Precisa de 25 pontos nos 60 que restam — aproveitamento de 41,7%. É uma conta factível para um elenco de Série A: dá algo como 7 vitórias e 4 empates em 20 jogos. O problema do Vasco não é a matemática, é a irregularidade: são apenas 5 vitórias em 18 rodadas.
Remo (18 pontos, 18 jogos)
A conta pede 27 em 60 — 45% de aproveitamento, acima dos 33% que o time sustentou no turno. O retorno do clube paraense à elite passa por transformar empates (são 6) em vitórias, especialmente no Baenão.
Mirassol (16 pontos, 17 jogos)
Com o jogo atrasado contra o Flamengo ainda por disputar, o Mirassol tem 63 pontos em jogo e precisa de 29 — aproveitamento de 46%. É salto grande para quem rendeu 31,4% até aqui, mas o returno de estreantes costuma ser historicamente melhor que o turno de adaptação.
Chapecoense (9 pontos, 17 jogos)
A situação mais dramática da tabela: para chegar aos 45, a Chape precisaria de 36 pontos em 63 — aproveitamento de 57%, padrão de time de G4, contra os 17,6% que acumulou no turno. Com uma única vitória em 17 jogos e o pior saldo da competição (-16), o returno catarinense já começa em modo milagre.
O bloco dos 11: ninguém dorme tranquilo
Bahia e Coritiba (26), São Paulo (25), Atlético-MG, Corinthians e Cruzeiro (24), Botafogo e Vitória (22, ambos com jogo a menos), Internacional, Santos e Grêmio (21): uma rodada ruim joga qualquer um desse bloco para a beira do Z4. Pela régua dos 45, até o 6º colocado ainda precisa de cerca de um terço dos pontos que restam — nenhuma conta está fechada, nem em cima, nem embaixo.
Simule quem cai e quem escapa
Quantas vitórias salvam o Vasco? A Chape ainda alcança? O returno responde jogo a jogo — mas você pode antecipar: no simulador do Brasileirão 2026 do Palpita Aí, preencha os placares das 20 rodadas restantes e veja o Z4 se redesenhar em tempo real, com os critérios oficiais de desempate da CBF. Grátis, sem cadastro.
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